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Domingo, Janeiro 30, 2005 :::
blog do vovô, 30 jan 2005,
apenas não esqueçam de doar meus orgãos... foi quando estava frio, e eu percebi...
até o próximo post mensal.
atenciosamente,
vovô.
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postado por
Granpa as 1:54:13 AM
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Sexta-feira, Janeiro 21, 2005 :::
a
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Granpa as 3:19:11 PM
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Terça-feira, Janeiro 18, 2005 :::
Uma festa de família onde as mulheres são predominantes. Um grupo de rapazes, dez, quinze, um bando. Penetras. Um cara que dança muito bem forró conhece uma moça que gosta muito de caras que dançam muito bem forró. Nada aconteceu. E pela primeira vez eu vou descrever o garoto: ele era magro, disso ninguém desconfiava, tinha um cabelo grande, fumava, tinha uma jaqueta de couro e uma moto. A mulher era meiga, tinha vindo de Minas, e totalmente emocional. O garoto estava por volta dos vinte e sete, a garota ainda por volta dos dezenove. Anos. Os dois estavam procurando alguém pra casar no momento, só que o rapaz era frango e enrolou demais. A moça disse pra outro garoto que se até no outro sábado, o primeiro garoto não pedisse ela em namoro, ela namoraria o segundo. No sábado então o primeiro moço saiu de um churrasco quase que num PT (perda total, pras mulheres...) e foi na casa da moça, e chorou, e fez tudo, e a pediu em namoro. Pouco tempo depois os dois viajariam pra Minas pra moça apresentar o rapaz à família. A moça crente que o rapaz ia trazer um anel e pedir a mão dela em casamento pro pai dela, mas quando os dois conversaram a única pergunta foi se o moço poderia namorar com a moça, o que já estava acontecendo a um tempo! Pense numa moça puta. Pense num rapaz frango. De lá pra cá tudo ocorreu bem. O motoqueiro tem uma barriga de chope e gosta de HBO, a moça adora telefone e se esforça pra tentar entender a genialidade dos filhos. É, foi assim que começou o Projeto Vovô 86
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Granpa as 4:58:07 PM
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Segunda-feira, Janeiro 10, 2005 :::
:: Caro professor de filosofia,
Você já deve ter visto meu nome no email e deve estar querendo deletar ele antes de ler, mas além do menino que só jogava palavras-cruazadas na sua aula existe um grande poder querendo sair da cabeça desse pobre garoto. Você não sabe porque está lendo esse email, eu não sei porque estou escrevendo, mas é assim que as melhores coisas funcionam (Lembrei dessa frase de Osvaldo Montenegro não sei porque: ¿se o grande segredo do sexo é fazer caber se não cabe¿). Pra explicar o assunto desse email vou tentar ser o mais simples possível e racional se possível. Pra começar pelo começo, ou pelo que o senhor deve estar se perguntando, vou responder a pergunta "será se esse moleque gosta de filosofia?". Eu acho que gostar não vem ao caso se a filosofia está na minha vida, ou é a minha própria vida. Eu acordo e durmo filosofando, mais do que qualquer um desses mortais. Eu sou alguém que só consegue buscar minhas respostas nessa tal filosofia. Percebi que tenho certas habilidades, me sinto diferente, me sinto capaz de algo a mais do que essa minha vida monótona na terra. Logo descartei a idéia de eu ser de Kripton porque não consigo voar, e alguma coisa me diz que não sou mais um descendente de Buda, odeio elefantes. Você pode dizer que qualquer outro adolescente tem essa sensação de que pode mudar o mundo, e eu dou-lhe duas respostas: eu sou especial! Pode acreditar, minha mãe disse isso. E em segundo lugar: adolescente é o caralho. Você sabe o que é ler um livro de Platão e já ter pensado em quase tudo que se pode fazer para uma sociedade perfeita? Na verdade a troca de casais no exército é bastante interessante, e eu não tinha pensado nisso... O pior é a consciência de que eu não perderia nenhum momento dessa minha vidinha inútil pra tentar ajudar o mundo ou coisa parecida. Começando por esse povo humano achar que o ditatorialismo é uma coisa ruim, sendo que é a única coisa que conseguiria levar esse planeta a viver mais algumas décadas nesse século. Viva Bush.
Obs.: Professor, por favor mande sua opinião sobre a minha pessoa, e não venha com um cartão e psiquiatra. Lembrando que, como um grande filósofo disse um dia: Tudo depende da flexibilidade do rabo da lagartixa.
Atenciosamente,
o aluno cabeludo que jogava palavras-cruzadas.
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Granpa as 9:36:52 PM
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